Um idioma e várias formas de falar
O nome é o mesmo – português, mas a forma de falar deixa dúvidas em algumas pessoas não acostumadas com o vocabulário e o sotaque praticados no Brasil e em Portugal.
Conta a história que Portugal deixou nas Terras Brasilis o seu idioma ao implantá-lo como oficial da (na época) Colônia. Entretanto, contribuições linguísticas de outros povos também foram bem-vindas, o que resultou nesse português misturado com heranças indígenas e africanas. Inevitavelmente, o idioma ficou com diferenças significativas quando comparado a como se fala e escreve no país de origem: A matriz da língua, entretanto, se mantém preservada legitimando que se fala “português” no Brasil.
A percepção do que não é igual ocorre de forma mais evidente na comunicação verbal onde o ritmo e o jeito de pronunciar as palavras têm cada qual a sua maneira acentuada. Nos textos escritos, nem tanto, uma vez que as rédeas da gramática e da ortografia travam as mudanças e asseguram a padronização na forma dos lusofônicos se expressarem.
Temos muito em comum, mas construímos usos diferentes das palavras. Sendo um idioma rico em vernáculos, o português permite que cada parte faça sua escolha, como por exemplo: um usa o verbo “compreender” e o outro usa o verbo “perceber” para a mesma ação que é “tomar conhecimento, ficar sabendo”. São diferenças que não afetam a compreensão das mensagens, mas causam estranheza mesmo ao ouvinte atento.
Há quem defenda a necessidade de “tradução” da forma escrita de um país para o outro, mas é necessário apenas na escrita informal, por ser este estilo menos rigoroso com a padronização do idioma e carregado de temos coloquiais ou regionais.
No final das contas, brasileiros e portugueses se entendem e muito bem. As trocas acontecem, algumas vezes intercalada com algumas risadas, por vezes com caras de constrangimento (quando o significado da palavra para alguém é vergonhoso), mas o entendimento acontece sempre .





